A Anvisa integrou a força-tarefa montada pelo Governo Federal para o Dia Nacional de Mobilização Zika Zero, realizado no último sábado (13/2), quando foram visitadas 2,8 milhões de residências em 428 municípios de todo o país. O objetivo foi mobilizar a população sobre a prevenção e combate ao Aedes aegypti, além de identificar criadouros do mosquito.

Representando a Agência, o diretor de Coordenação e Articulação do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, Ivo Bucaresky, esteve em Cabo Frio e São Pedro da Aldeia, na região dos Lagos (RJ). Ao lado de militares da Força Aeronaval da Marinha e de agentes de saúde locais, ele visitou alguns bairros e, de porta em porta, conversou com moradores sobre o papel de cada um no combate ao Aedes, mosquito que, além da Zika, transmite Dengue e Chikungunya.

O Dia Nacional de Mobilização Zika Zero abrangeu diretamente 220 mil integrantes das Forças Armadas, 46 mil agentes de combate às endemias, 266 mil agentes comunitários de saúde em todo o território nacional. Da ação, participaram mais 162 representantes do governo federal em diferentes cidades. No Rio de Janeiro, a presidente Dilma Rousseff vistoriou casas e conversou com moradores. A mobilização contou também com o apoio dos governos estaduais e municipais.

As ações se estendem por toda esta semana. Desta segunda-feira (15/2) até o dia 18, 55 mil integrantes das Forças Armadas prosseguem na aplicação de larvicidas e produtos de combate ao mosquito ou no apoio aos agentes de saúde na identificação de criadouros. A mobilização em todo o território nacional é articulada pela Casa Civil da Presidência da República, ministérios da Saúde e da Defesa e está sob a gestão da Sala Nacional de Coordenação e Controle do Aedes aegypti e Enfrentamento à Microcefalia.

Na região dos Lagos foram 2.198 militares da Marinha em ação, lado a lado com agentes de saúde das cidades de Cabo Frio, São Pedro da Aldeia, Saquarema, Araruama e Iguaba. Durante todo o dia foram visitados residências e estabelecimentos comerciais e públicos. Nesta etapa, os militares distribuíram material impresso com o propósito de informar e engajar a população na campanha contra o Aedes.

O diretor Ivo Bucaresky esteve em Cabo Frio e São Pedro da Aldeia ao lado do contra-almirante Sérgio Goldstein, da Força Aeronaval, e ressaltou a importância da mobilização: “O Aedes é uma bomba biológica que transmite três doenças. A melhor forma de evitá-las é combater o mosquito. E o governo já está há muito tempo fazendo isso. Essa mobilização de hoje serve também para nos conscientizarmos de que só com o país unido vamos conseguir derrotar o mosquito”.

Sensível ao cenário epidemiológico nacional, a Anvisa não mede esforços no sentido de ampliar o acesso aos produtos de diagnósticos para Dengue, Chikungunya e Zika. A Diretoria de Autorização e Registro Sanitários (Diare) determinou a priorização das análises das petições relacionadas a esses produtos.
Nesta segunda (15/2), a Agência concedeu registro a um teste rápido para detecção do vírus Zika. Trata-se de um produto especialmente voltado para triagem instantânea de pacientes. De acordo com o fabricante, o resultado pode ser conhecido entre 15 e 20 minutos após a aplicação.

O teste detecta anticorpos IgG e IgM em amostras de sangue. Os anticorpos IgG permitem o diagnóstico pós-infecção e os do tipo IgM, a identificação da fase aguda da infecção. Este é o quarto produto aprovado pela Anvisa para o diagnóstico da Zika e o terceiro capaz de identificar se o paciente teve a doença mesmo após a eliminação do vírus, pois faz a detecção por meio da presença de anticorpos.

O produto, fabricado pela empresa canadense Biocan Diagnostics INC., utiliza como suporte uma membrana de nitrocelulose em que os anticorpos são capturados e revelados por meio de uma reação que promove a formação de uma banda em cor vermelha para cada um dos anticorpos presentes. O teste está publicado no Diário Oficial por meio da Resolução RE nº 372.

Antes disso, a Anvisa já havia concedido registros para cinco produtos de diagnóstico in vitro para as três doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Os registros foram concedidos em tempo recorde, por meio da Resolução 301/2016.

Já a vacina contra dengue produzida pela empresa Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda., a Dengvaxia® – vacina dengue 1, 2, 3 e 4 (recombinante, atenuada) foi registrada como produto biológico novo, de acordo com a Resolução – RDC nº 55, de 16 de dezembro de 2010. O registro permite que a vacina seja utilizada no combate à Dengue. Vale destacar que a vacina não protege contra os vírus Chikungunya e Zika.

No tocante a portos, aeroportos e áreas de fronteira, a Anvisa já vinha implementando ações para eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti. Em janeiro último, uma ordem de serviço foi emitida pela Diretoria de Monitoramento para mobilizar as equipes técnicas das coordenações da Agência nos estados e no Distrito Federal em torno dessas ações.

A Anvisa possui equipes técnicas em postos de Vigilância Sanitária situados em 30 aeroportos brasileiros, 28 portos marítimos e fluviais, 18 pontos de fronteiras do país e em duas estações aduaneiras. Estes grupos de fiscais contam com coordenações em todas as capitais e no Distrito Federal.

Os fiscais da Anvisa têm percorrido estes ambientes e se vinculado ao esforço das secretarias de Saúde municipais e estaduais e às Vigilâncias Sanitárias de estados e das prefeituras para identificar pontos de risco para a proliferação do Aedes aegypti, emitir notificações determinando como o problema deve ser solucionado e realizando palestras e ações educativas.

Fonte – Anvisa

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