Realizado no Rio de Janeiro, de 28 a 30 de outubro, o Congresso Nacional do Sicomércio 2015 contou com a participação do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Paraná. O evento foi promovido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e reuniu os líderes da representação sindical dos empresários do comércio de todo o Brasil.

Para o presidente do Sindifarma-PR, Edenir Zandoná Júnior, a iniciativa foi de grande importância, por abordar questões de interesse e impacto para o setor, como as relações de trabalho, terceirização e produtividade, entre outros temas.

A participação de Marco Aurélio Mendes de Mello foi destacada por Zandoná. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) abriu os trabalhos, após a saudação inicial do presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos, e abordou vários aspectos da sociedade e do Estado, destacando a necessidade destes encontros para a reflexão e aperfeiçoamento. Mello, que classificou os empresários do comércio como responsáveis pela circulação da riqueza nacional, avaliou a carga tributária brasileira como onerosa para a economia e, ao citar a possibilidade de retorno da CPMF, apontou que qualquer tributo, a esta altura, configura, na sua ótica, um verdadeiro confisco.

Sobre a crise política que o país atravessa, afirmou que a mesma gera um impasse prejudicial à cidadania e inviabiliza a implantação de medidas saneadoras da crise econômico-financeira, que alcança o trabalhador. Abordou, ainda, questões como a corrupção e a abrangência de operações como a Lava Jato, que traz reflexos para a área empresarial.

Disse, porém, se considerar otimista, apesar de não ver com tranqüilidade o horizonte. “Em épocas como as de hoje, cumpre guardar princípios, parâmetros, valores. Os senhores têm um papel relevante no cenário brasileiro. O Brasil não precisa de mais leis; cumpre ao Estado adotar postura exemplar. O Brasil precisa, de forma geral e linear, de um banho de ética. E que cada qual faça a sua parte”, finalizou.

Palestras

Entre as diversas palestras proferidas no congresso, constaram temas como “Impacto do custo trabalhista na produtividade das empresas”, pelo professor Hélio Zylberstajn; “Modernização das relações de trabalho”, por José Pastore; “Substituição tributária, pelo jurista Ives Gandra Martins; “Ação sindical e o foco em resultados”, por Eduardo Moreira, do Banco Brasil Plural, além de debates com a participação das entidades sindicais sobre o Simples Trabalhista, terceirização, código comercial, insalubridade e periculosidade.

Com informações da CNC
Foto – CNC

Compartilhe esta matéria