O Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Paraná (Sindifarma-PR), representado pelo presidente, Edenir Zandoná Júnior, participou nesta quinta-feira (27), em Curitiba, de encontro com o vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer.

O evento reuniu empresários e representantes de diversos setores, como da Fecomércio-PR, da Indústria, agricultura, Judiciário, OAB e também lideranças religiosas. Temer afirmou que o objetivo era “efetivamente ouvi-los, porque o que tem havido no país são muitos pronunciamentos sem a audiência daqueles que, na verdade, representam a comunidade brasileira”.

Na capital paranaense, o vice-presidente deu início a uma série de encontros, denominados “Caravana da Unidade”, que visam, além de fortalecer sua reeleição à presidência do partido, garantir candidaturas próprias da legenda nas eleições deste ano para eleger o maior número de prefeitos.

Questionado sobre diversas questões, como a falta de crédito, o excesso de novos tributos para elevar a arrecadação do governo, a reforma da previdência e a criação dos Tribunais Regionais Federais, entre outros, respondeu que o Brasil já viveu crises piores, que iam além das dimensões política e econômica, provocando mudanças da ordem constitucional por diversas vezes. “Estamos, sim, em uma crise muito grave e precisaremos mais uma vez usar os princípios constitucionais. Nós temos o amparo constitucional para dizer que a iniciativa privada tem que ser prestigiada porque garante os empregos em nosso país. É a força motriz do próprio governo. O governo, por si só, não pode ser populista, inchar a máquina do Estado, mas deve ser participativo, e esta participação vem precisamente do incentivo à iniciativa privada, que hoje, convenhamos, está muito decepcionada”.

Em nome dos empresários do comércio de bens, serviços e turismo do Paraná e do G7, grupo que congrega as sete principais entidades do setor produtivo, o presidente do Sistema Fecomércio, Darci Piana, apresentou as reivindicações da classe empresarial. De acordo com ele, o que se espera é que “esse diálogo que começa aqui no Paraná possa ser desenvolvido em todo o país e que possamos dar continuidade às nossas empresas, contribuindo com nosso país, cumprindo com nossas obrigações, mas também recebendo a contrapartida necessária de nossos governos”.

Afirmou, ainda, a disposição para o diálogo franco e aberto, colocando as entidades à disposição para contribuir com ideias e ajudar para que o governo efetive as melhorias necessárias à produção industrial, à agricultura e ao comércio.

Com informações da Fecomércio-PR
Foto – Bruno Tadashi Remza – Fecomércio-PR

Compartilhe esta matéria