A receita das fabricantes de remédios subiu mais de 10% no primeiro semestre deste ano, de acordo com o Sindusfarma (sindicato do setor). O faturamento foi impulsionado por um volume maior de vendas — uma alta de 7% —, diz Nelson Mussolini, presidente da entidade. Houve, porém, perda de rentabilidade, afirma.

“O dólar subiu acima de 16%, e nós importamos matéria-prima. O resultado operacional deverá ser prejudicado com o fim da desoneração da folha de pagamentos.” Com a crise fiscal, a União tem feito pressão para que as empresas deem descontos, diz Alexandre França, diretor-executivo da Aspen Pharma. “Reduzimos negociações com o setor público. Compradores privados compram mais e nós recebemos em 30 dias.”

O mercado de genéricos teve os números mais robustos. O crescimento já vinha de outros períodos, lembra Carlos Aguiar, da Medley. “Nesse ano, houve lançamentos de itens de preço médio mais alto, que fizeram o faturamento do mercado crescer além da venda de unidades.”

Fonte – Folha de S. Paulo

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