Realizado nos dias 13, 14 e 15 de maio, o 7º Congresso Científico do Mercado Farmacêutico teve como eixo central as habilidades clínicas do farmacêutico, com foco no conceito da integralidade do cuidado. Quem esteve presente acompanhou palestras, painéis e debates relacionados ao tema. O objetivo do congresso foi a troca de experiências e informações entre renomados profissionais da profissão farmacêutica e acadêmicos dos cursos de Farmácia.

A palestra de abertura ficou por conta do médico e comentarista de saúde Luis Fernando Correa, denominada “A integralidade do cuidado farmacêutico”. O médico destacou a importância de o farmacêutico atuar em conjunto com outros profissionais na cadeia de saúde, inclusive hospitais. “A missão do médico é diagnosticar e prescrever. A do farmacêutico, atuar no sentido de evitar aparecer incompatibilidades e interações medicamentosas que possam ocorrer durante a farmacoterapia”, avaliou Correa.

Além disso, o convidado especial citou também os serviços farmacêuticos oferecidos por algumas farmácias e drogarias, os quais, segundo ele, podem contribuir para salvar muitas vidas. “O Brasil é o país com o maior número de pessoas amputadas devido à diabetes. A farmácia pode ser um centro de controle, onde os pacientes controlam as suas taxas de glicemia com a supervisão do farmacêutico”, ressaltou.

No fim de sua palestra, o médico acrescentou que o farmacêutico precisa lutar por seu lugar de destaque na sociedade. “A integração entre os profissionais é o que falta para que a gente proporcione tratamentos eficazes e contínuos a quem precisa”.

No segundo dia, o consultor jurídico da Ascoferj, Gustavo Semblano, participou do painel “Aspectos regulatórios do cuidado farmacêutico”, juntamente com a conselheira Ana Paula Queiroz, do Conselho Federal de Farmácia (CFF); com a subgerente da Subsecretaria de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zooneses (Subvisa), Willenes Souza; e com o diretor de Farmácia da Agência Municipal de Vigilância Sanitária (Amvisa), de Macaé, Gilvan Sodré.

A prescrição farmacêutica esteve entre os assuntos discutidos no painel. Semblano destacou a necessidade de os farmacêuticos conhecerem as normas estabelecidas pela Resolução nº 586, que regula a prescrição farmacêutica. “É de suma importância que esses profissionais fiquem atentos ao que determina a Resolução, para que tenham conhecimento suficiente acerca do exercício da atividade”, frisou.

“O farmacêutico que deseja realizar a prescrição precisa se atualizar, buscar conhecimentos, ler as normas e, principalmente, estar na farmácia cumprindo o seu papel, que é, antes de tudo, fazer a dispensação com qualidade e segurança”, acrescentou Ana Paula Queiroz, do CFF.

No último dia de congresso, o farmacêutico Ludmar Serrão também falou sobre prescrição farmacêutica durante sua palestra, intitulada “MIP: prescrição segura e consciente”. De acordo com ele, por meio do trabalho do farmacêutico, é possível minimizar possíveis efeitos negativos dos medicamentos nos pacientes.

“É nessa hora que o farmacêutico faz a diferença na farmácia, pois é a pessoa quem vai prescrever, orientar e informar o paciente sobre a utilização correta dos medicamentos isentos de prescrição. E gostaria de lembrar que ele é o profissional de saúde mais acessível à população”, explicou.

Para Marins, evento foi positivo no sentido de contribuir com o conhecimento de farmacêuticos e acadêmicos. “Este ano, a novidade ficou por conta da premiação de trabalhos científicos. Os temas abordados nas palestras e nos painéis também criaram um ambiente para discussões positivas sobre a profissão farmacêutica. Devo destacar a grande participação do varejo no Congresso”, comentou.

Fonte – Ascoferj

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