A Natulab tem um plano ambicioso de se tornar um dos 10 maiores laboratórios do País em 2018, com um aumento de capacidade, ingresso em novas linhas e mercados e até aquisições. Hoje, o laboratório é o 18º no ranking da consultoria de saúde IMS Health. O início da operação da terceira fábrica, com três novas linhas (cápsulas, aerossol e dermocosméticos), em construção Bahia, vai garantir uma capacidade de produção sete vezes maior que a atual, diz o presidente da Natulab, Wilson Borges.

“A empresa tem uma produção mensal de 10 milhões de unidades, mas pode chegar a 70 milhões de unidades a partir do primeiro trimestre de 2018”, afirma o executivo. Segundo ele, essa é a previsão para a inauguração do novo complexo, que já tem 60% das obras finalizadas.

Borges fez uma avaliação positiva do último ano para o laboratório, fundado 16 anos atrás em Santo Antônio de Jesus (BA), apesar do cenário econômico ruim no País. “Consolidamos a liderança em fitoterápicos e estamos crescendo. No entanto, não me lembro nos últimos 20 anos de um processo macroeconômico que afetasse tanto o setor”, ressalta o executivo, que antes de assumir o laboratório há um ano – contratado pelo fundo Pátria que controla o grupo – esteve em outras farmacêuticas.

Ele observa que a Natulab teve crescimento acima da média da indústria farmacêutica. “Com base em dados do mercado, estimamos alta em volume entre 8% e 9% em 2016 sobre 2015. O mercado total deve crescer cerca de 4% na mesma comparação”, comemora Borges. Para 2017, o mercado projeta repetir a alta de 4% em volume vendido.

Investimentos

De acordo com ele, essa expansão acima da média é reflexo dos investimentos em ações de marketing e aumento de equipe de vendas. A empresa aplicou cerca de R$ 11 milhões para avançar, de acordo com ele. “Os aportes facilitaram a entrada dos nossos produtos em grandes redes de drogarias e também em novas regiões pelo País”, explica o presidente da farmacêutica baiana.

O grupo, que produz cerca de 500 apresentações entre medicamentos (com e sem prescrição médica) e suplementos alimentares, tinha uma atuação forte no Norte e Nordeste, mas no último ano avançou nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. “Também estamos olhando para o Centro-Oeste. O ano de 2016 foi de transformação”, acrescenta ele, destacando a meta de atuar em todo o território nacional. “Entre 2018 e 2019 vamos dobrar de tamanho”, reforçou, revelando ainda que a empresa tem caixa para novos aportes e estuda inclusive oportunidades de aquisição. “Temos condições de comprar linhas, marcas e até fábricas”, destaca.

Fonte – Jornal DCI

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