A Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar) recebeu, no dia 22 de maio, o 1º Workshop Trade Marketing Farma – Canal Indireto, que contou com a curadoria de Tania Miné, da Trade Design, e de Teresa Cristina Zanon, do Labfin/Provar, da Fundação Instituto de Administração da USP. “O tema é um desafio tanto para a indústria como para o varejo independente. A discussão é de vital importância para o planejamento das ações futuras”, ressalta o diretor geral da Febrafar, José Abud Neto.

O objetivo do evento foi refletir como a indústria enxerga todos os canais de vendas, principalmente o indireto, o que mobilizou executivos de todo o segmento farma. “Foram discutidos assuntos importantes, como o da necessidade de colaboração entre os players e as ações que se pode fazer de forma integrada, numa relação em que todos sejam beneficiados”, reforça Valdomiro Rodrigues, consultor da entidade.

Luiz Telini, da Close-Up, apresentou um estudo sobre o comportamento das redes associativistas, que apresentaram um crescimento acima do mercado e superior ao das grandes redes, principalmente em cidades de maior porte. Já Cesar Bentim, consultor da Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (Abimip), falou sobre o papel dos medicamentos de venda livre. De acordo com ele, 52% dos consumidores compram esses remédios sempre que visitam farmácias, 47% também incluem produtos de higiene pessoal e 28% adquirem vitaminas e minerais.

A professora Teresa Cristina Zanon ressaltou que, é possível desenvolver trade marketing no canal indireto por meio do associativismo. “Desde que exista um espírito coletivo e colaborativo da indústria, distribuição e varejo”, lembrou. Discorrendo sobre soluções digitais, Fernando Cascardo, CEO da Digital LOA,  ressaltou que não há mais restrição para acompanhar a jornada de compra dos consumidores. “A convergência digital deve ser integrada à estratégia de gestão dos canais. Fornecedores, distribuidores e varejistas devem atuar de forma integrada e colaborativa para eliminar ineficiências, reduzir custos e maximizar a eficiência dos negócios”, conclui.

Marcelo Gonçalves, diretor de trade marketing da Unilever, destacou sobre a colaboração da indústria com o varejo indireto e a importância de uma execução eficiente como forma de obter bons resultados. Tania Miné elencou seis etapas de ações para trabalhar os impactos da transformação do trade marketing: conhecer o shopper; estabelecer metas claras por canal; desenvolver alavancas para o negócio; trabalhar com calendários e recursos; implementação e mensuração de  resultados.

Fonte – Panorama Farmacêutico

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