Uma equipe de médicos do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) e Secretaria Estadual de Saúde (SES) prepara um protocolo de acompanhamento para um novo quadro viral que pode estar associado ao zika vírus. Em uma semana, os dois hospitais registraram 20 casos de crianças com até 2 anos de idade apresentando febre, irritabilidade e manchas na pele que evoluem para bolhas e em seguida para feridas. Os médicos enfatizam que não há qualquer relação entre o problema e a microcefalia.

A doença ainda não tem diagnóstico definido, mas a hipótese mais provável é que tenha relação com o zika, chikungunya ou algum vírus não relacionado ao mosquito Aedes aegypti. Enquanto aguarda o resultado de exames que confirmem o novo diagnóstico, o grupo elabora o protocolo de atendimento para o quadro viral. De acordo com a infectologista Regina Coeli, do Huoc, a previsão é que o documento fique pronto na próxima segunda-feira.

“É um padrão diferente das manchas habituais, que começa como uma mancha, vira uma bolha e pode ou não causar uma lesão, uma infecção secundária, bacteriana. O mais importante neste momento é não alarmar a população. Está sendo elaborado esse protocolo que vai definir o modo de agir diante desse problema, mas vale ressaltar que, na maioria dos casos, é algo que pode ser tratado em casa”, explica Regina. Segundo ela, pais que notarem nos filhos os sintomas descritos devem procurar a emergência mais próxima.

A definição do diagnóstico será possível após o resultados dos exames, que estão sendo analisados no Laboratório Central de Pernambuco (Lacen-PE). “Acredito que em mais uma semana teremos uma definição”, observa a infectologista.

A dona de casa Mariana Gabriela Honório, 31 anos, percebeu os sintomas na pequena Ester, com apenas 50 dias de nascida. A família é de Arcoverde, no Sertão, mas há uma semana mãe e filha estão no Hospital Oswaldo Cruz. “Ela começou com umas manchas vermelhas, febre. Aí depois ficou com o corpinho cheio de bolhas. Parecia uma queimadura gigante. Fiquei assustada porque eu tive zika na gravidez. Mas aí a médica explicou que isso era outra coisa. O pior já passou”, contou Mariana.

Fonte – G1

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