A farmacêutica nacional TheraSkin, controlada pela família Scaravelli, tornou-se alvo de outros grupos para uma possível aquisição, segundo notícia veiculado no Estado de S. Paulo. Com faturamento de R$ 200 milhões em 2015, a companhia – uma importante produtora de dermocosméticos (voltados para o tratamento de pele) no País – voltou a atrair o interesse de grupos nacionais, como o Cristália, EMS e União Química, e estrangeiros, segundo fontes.

Um empresário que chegou a olhar o negócio neste ano informou que a controladora da empresa, Rosa Scaravelli, teria pedido cerca de R$ 1 bilhão pelo ativo. “Muito caro. Não justifica a aquisição”, disse. Esse valor é o equivalente a 20 vezes o Ebtida (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) projetado da empresa para este ano, segundo a mesma fonte. O valor agora estaria por volta de R$ 800 milhões.

A empresa contratou o banco Credit Suisse para vender o ativo. Rosa não quis comentar o assunto, nem confirmou se a empresa está à venda. O Credit Suisse não quis se pronunciar. O banco chegou a apresentar a companhia para várias empresas fora e dentro do País. Na semana passada, eram fortes os rumores de que a companhia já tinha sido vendida.

Um dos poucos segmentos que ainda têm crescimento firme no País, o setor farmacêutico viveu um forte movimento de consolidação entre 2009 e 2014, mas os ativos se tornaram caros, segundo fontes do setor. A expectativa é de que as vendas de medicamentos este ano cresçam cerca de 8%. A demanda por genéricos, que tem sustentado o avanço do setor, tem desacelerado.

Fonte – O Estado de S. Paulo

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